O atelier E é uma equipa de projectistas que presta serviços técnicos nos mais variados domínios da arquitectura, com especial ênfase no âmbito da reabilitação urbana.
Entende-se como levantamento sistemático o estudo da área compreendida nos quarteirões 14035 – Santa Clara, 14036 – Vímara Peres e 14041 – Verdades. Através do levantamento físico e social pretende-se estudar as características físicas de todos os elementos construídos, a demarcação de cadastro e as características sociais dos seus habitantes.
A elaboração do Documento Estratégico “Sementeira” sucede aos estudos realizados no âmbito do Levantamento Sistemático da Área de Intervenção Prioritária Vitória/Sé, Quarteirão “Mouzinho da Silveira/ Bainharia” realizado em 2006.Neste documento, são definidas as estratégias de acções e operações urbanísticas necessárias para a reabilitação do conjunto edificado, compreendendo o estudo multidisciplinar de diagnóstico do património físico e social, através de vistorias realizadas ao abrigo do DL.104/2004.As vistorias abrangem a identificação do imóvel, identificação de proprietários, descrição detalhada dos respectivos estados de conservação, identificação da ocupação e realização de relatório de descrição das obras necessárias.Os estudos de desenvolvimento do documento estratégico abordam aspectos de enquadramento urbanístico, análise histórica, condicionantes territoriais, características do edificado (caracterização construtiva, estado conservação, segurança, estética, salubridade…), ocupação e descrição funcional parcelar, estimativa do valor patrimonial, definição de solução urbanística conjunta e parcelar, definição das necessidades de intervenção, indicações de possibilidades tipológicas e de compartimentação funcional, estimativa de custos de intervenção e esboços de viabilidade económica e financeira.Este projecto é realizado em colaboração com a Porto Vivo- Sociedade de Reabilitação Urbana, Eng.º Fernando Matos e a Dr.ª Alice Gouveia.
“A Porto Vivo, SRU promove a reabilitação urbana mediante a definição de unidades de intervenção que, em regra, correspondem a um quarteirão e para as quais elabora um documento estratégico que traduz as opções de reabilitação e revitalização urbana da unidade em causa.” –in http://www.portovivosru.pt/faqs.php
A elaboração do Documento Estratégico “São João” advém do Levantamento sistemático da área de intervenção prioritária vitória/sé, quarteirão “São João/ Mercadores”. Neste documento, após a realização de um estudo multidisciplinar de diagnóstico do património físico e social, são definidas as estratégias de acções e operações urbanísticas necessárias para a reabilitação do conjunto edificado. O estudo aborda aspectos de enquadramento urbanístico, análise histórica, condicionantes territoriais, características do edificado (caracterização construtiva, estado conservação, segurança, estética, salubridade…), ocupação e descrição funcional parcelar.
Dentro das medidas estipuladas destacam-se: manutenção da volumetria dos edifícios; conservação da configuração das fachadas originais e requalificação das mesmas; recuperação e/ou reposição das caixilharias existentes degradadas e removidas; substituição ou reparação da cobertura; reforma do sistema de drenagem de águas pluviais das coberturas; demolição/reposição parcial/integral de todos os elementos degradados no interior das fracções; eliminação e correcção das infiltrações e patologias existentes no interior do edifício; reorganização interior das parcelas, segundo tipologias preferencialmente habitacionais, dotadas em todas as fracções das infra-estruturas adequadas; remoção de elementos dissonantes das fachadas. Este projecto foi realizado em colaboração com a arq.ª Inês Guedes, Bo&associados e a dr.ª Alice Gouveia.
Entende-se como levantamento sistemático o estudo da área compreendida no quarteirão delimitado pelas ruas: Rua Mouzinho da Silveira, Rua São João e Rua do Infante D. Henrique. O âmbito deste estudo incide sobre a delimitação cadastral das parcelas, desenho e fotografia de alçados, ocupação funcional e física, caracterização construtiva, estado de conservação, historial urbanísticos e classificação patrimonial. De forma triangular, o quarteirão é composto por 41 edifícios de geometria irregular: 34 parcelas com frente de rua e 8 parcelas com frente para o pátio e viela de S. Sebastião, e para o “logradouro” interior ao quarteirão. A fachada da Rua de São João foi construída segundo o plano Almadino, apresentando um alçado de forte estrutura compositiva. As fachadas dos edifícios voltadas à Rua do Infante D. Henrique exibem uma riqueza ornamental ímpar, exponenciado pelo edifício da Feitoria Inglesa. A rua de Mouzinho da Silveira construída no último quartel do século XIX, é profundamente marcada pelo seu carácter austero e comercial. As suas fachadas são definidas por uma ordem clara de elementos singulares sem carácter de excepção, os vãos de rés-do-chão fecham em arco ou mais comummente rectangulares com entablamento saliente e recto. A organização tipológica das construções assume formas variadas, predominando as situações de fracção por piso sob regime propriedade plena onde a coluna de circulação vertical subdivide a propriedade horizontal e é encimada por lanternim ou clarabóia. Estes princípios organizativos resultam fundamentalmente da reduzida frente (vão transversal) disponível para a maioria das parcelas, factor herança que condiciona as tipologias das fracções. Predomina a estrutura vertical do tipo cantaria/alvenaria de pedra, onde é apoiada a estrutura horizontal do tipo vigado de madeira. As paredes exteriores são em cantaria/alvenaria com reboco pintado ou revestidas a ladrilhos cerâmicos, com recuados e aproveitamentos de cobertura em taipa de madeira. Isoladamente, alguns edifícios foram alvos de intervenções nos anos oitenta. O estado geral de conservação é médio/mau, com a proliferação de diversos tipos de patologias. O tipo de intervenção é média. Este projecto foi realizado em colaboração com a arq.ª Joana Rodrigues.
Entende-se como levantamento sistemático o estudo da área compreendida no quarteirão delimitado pelas ruas: Rua São João, Rua Mercadores, Rua do Clube Fluvial Portuense e Travessa da Bainharia.
O âmbito deste estudo incide sobre a delimitação cadastral das parcelas, desenho e fotografia de alçados, ocupação funcional e física, caracterização construtiva, estado de conservação, historial urbanísticos e classificação patrimonial.
A unidade enunciada caracteriza-se por 27 parcelas, a maioria com duas frentes urbanas, onde os edifícios ocupam a totalidade o lote. Os lotes têm uma configuração regular, com predominância para maior profundidade que largura.
A fachada da Rua de São João foi construída segundo a alçada do plano Almadino, assumindo-se como a mais imponente, predominando edifícios com 5 pavimentos, varandas ao nível do 2º e 4º andar e três vãos por piso. Os vãos são emoldurados por guarnições de granito aparente com caixilharias de madeira pintada. As paredes exteriores são em cantaria/alvenaria com reboco pintado ou revestidas a ladrilhos cerâmicos, com recuados e aproveitamentos de cobertura em taipa de madeira.
O sentido tipológico das fracções é igualmente diversificado. Os pavimentos térreos e as caves são espaços amplos destinados ao comércio grossista ou estabelecimentos nocturnos, enquanto que os pisos altos mesclam-se entre habitações e serviços.
Os acessos verticais são apenas assegurados por caixas de escadas centrais, com patamares de distribuição em cada piso, existindo pontualmente elevadores mecânicos inseridos nas construções.
Predomina a estrutura vertical do tipo cantaria/alvenaria de pedra, onde é apoiada a estrutura horizontal do tipo vigado de madeira.
Isoladamente, alguns edifícios foram alvos de intervenções nos anos oitenta.
O estado geral de conservação é médio/mau, com a proliferação de diversos tipos de patologias e casos de ruína eminente. O tipo de intervenção é média/profunda. Este projecto foi realizado em colaboração com a arq.ª Joana Rodrigues e a arq.ª Marta Campos.
Entende-se como levantamento sistemático o estudo da área compreendida no quarteirão delimitado pelas ruas: Rua Mouzinho da Silveira, Rua Ponte Nova, Rua da Bainharia e Travessa da Bainharia. O âmbito deste estudo incide sobre a delimitação cadastral das parcelas, desenho e fotografia de alçados, ocupação funcional e física, caracterização construtiva, estado de conservação, historial urbanísticos e classificação patrimonial.A unidade enunciada caracteriza-se por 24 parcelas, a maioria com duas frentes urbanas, onde os edifícios ocupam a totalidade o lote. Os lotes têm uma configuração regular, com predominância para maior profundidade que largura.Ao nível da composição das fachadas, predominam edifícios com 5 pavimentos, varandas ao nível do 2º e 4º andar e três vãos por piso. Os vãos são emoldurados por guarnições de granito aparente com caixilharias de madeira pintada. As paredes exteriores são em cantaria/alvenaria com reboco pintado ou revestidas a ladrilhos cerâmicos, com recuados e aproveitamentos de cobertura em taipa de madeira.O sentido tipológico das fracções é igualmente diversificado. Os pisos r/c e 1º andar são frequentemente ocupados por estabelecimentos comerciais e armazéns, em fracção única. Os pisos altos de habitação correspondem a tipologias T2 e T1. São ainda frequentes os aproveitamentos dos desvãos das coberturas, iluminados e ventilados por mansardas.Os acessos verticais são apenas assegurados por caixas de escadas com patamares de distribuição em cada piso, não existindo elevadores mecânicos inseridos nas construções.Predomina a estrutura vertical do tipo cantaria/alvenaria de pedra, onde é apoiada a estrutura horizontal do tipo vigado de madeira.O estado geral de conservação é médio/mau, com ascendência de diversos tipos de patologias causadas principalmente por infiltrações. O tipo de intervenção é média/profunda. Este projecto foi realizado em colaboração com a arq.ª Joana Rodrigues e a arq.ª Marta Campos.
O lote está inserido numa zona urbana em franco crescimento devido à sua localização de proximidade com o centro da cidade, bons acessos a outras centralidades da cidade assim como à VCI, e fortemente beneficiado pela proximidade do Metro. Exibindo uma clara ruptura numa frente urbana em consolidação, é constituído por um edifício principal, típico de finais do séc. XIX do Porto, e um muro que esconde um bairro operário que se desenvolve no interior do lote. Através de projecto para informação prévia de obras de edificação pretende-se fazer uma análise da capacidade construtiva do lote.